sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reconhecimento

O secretário de Segurança e Transportes, vereador Carlinhos Moutinho recebeu das mãos do Pr. Luiz Loveras uma Moção Voto de Louvor e Aplausos, em reconhecimento pelos serviços prestados a população.



domingo, 19 de junho de 2011

Iranildo: oposição faz exploração política da greve dos bombeiros





Ronaldo Ferraz e Pereirinha

O deputado estadual Iranildo Campos vê manipulação política na greve dos bombeiros, mas defende o direito deles reivindicarem melhores salários e condições de trabalho. Observa, no entanto, que o reajuste que o governador Sérgio Cabral vir a conceder deve estar dentro do orçamento, aprovado por todos os deputados, como a antecipação das cotas.Iranildo frisa, ainda, que o governador agiu com correção ao determinar a prisão dos bombeiros, porque eles cometeram um crime de insubordinação ao invadirem o Quartel Central. “Não foi um crime doloso, foi um crime culposo”. Os bombeiros, segundo Iranildo, foram soltos por decisão da Justiça, mas por interferência do governador e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo.“Os bombeiros não são delinqüentes”, daí não haver nenhum razão para eles ficarem presos, declarou Iranildo.O deputado, que está no seu terceiro mandato parlamentar, foi secretário de Governo, de obras e de saúde da Prefeitura de São João de Meriti, e revela que o Governo Dilma, com a participação do governador Sérgio Cabral, está liberando R$ 100 milhões do PAC para São João de Meriti, que vão beneficiar 12 bairros do município.Iranildo destaca a importância do JORNAL DE HOJE, que em outubro completa 40 anos de existência, para o desenvolvimento da Baixada Fluminense. JORNAL DE HOJE – Qual a avaliação que o Senhor faz do Governo do Estado em relação à Baixada fluminense?Iranildo Campos – Primeiro vou falar de São João de Meriti, que é minha cidade, pois a maioria dos meus votos é de São João de Meriti. Eu posso garantir, nesse momento, de todos os governos que já participei, tanto do Moreira Franco, como Brizola, Garotinho, Rosinha, o do Sérgio Cabral foi o que mais investiu, não apenas em São João de Meriti, mas em toda a Baixada Fluminense. Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Mesquita, Nilópolis, todos estão recebendo um investimento muito grande. Eu posso garantir uma coisa, em São João de Meriti, nesta semana foi lançada pelo governador uma frente de obras de quase R$ 100 milhões para infraestrutura. Esse dinheiro do PAC foi uma conquista da cidade, através do prefeito Sandro Matos, que conseguiu junto ao Governo Dilma, com a participação do governador Sérgio Cabral, é muito importante porque vai abranger 12 bairros com essas obras de saneamento, que inclui saneamento, água, asfaltamento, calçamento, enfim, é uma obra de infraestrutura muito importante para aquela região. JH – Deputado, e essa crise dos bombeiros?Iranildo – A minha leitura é que está havendo uma exploração política desse caso. Nós queremos o aumento dos bombeiros. Nós estamos no lado dos bombeiros, mas temos que respeitar também, primeiro a hierarquia militar. A insubordinação que houve ao invadir uma unidade militar, que foi o caso do motim que fizeram no Comando Geral, ali no Campo de Santana, uma unidade militar dos bombeiros; a segunda, em que as pessoas ao invés de procurarem um diálogo, procurarem acalmar, normalizar os atendimentos, normalizar as manifestações e estabelecer o diálogo, procuraram insuflar para pegar fogo, jogando gasolina. Meia dúzia de deputados, que são oposição, e que aproveitam esse momento para ficar insuflando, enganando os bombeiros, que eles estão ao lado, que eles querem melhores condições de trabalho, de salário, isto todos nós queremos. Agora só não precisam ficar fazendo isso.JH – E essa questão do manifesto? Houve uma grita danada.Iranildo – Pois é, passaram um manifesto por escrito e pediram aos deputados para assinar. Eles chegaram lá pro bombeiros e mostraram, dizendo “olha aqui, esses aqui são a favor e esses são contra. Colocam em blogs, falam pros bombeiros e eles começam a divulgar em vários municípios papelzinhos dizendo que, quem não assinou o manifesto, são contra os funcionários públicos. Nós não somos contra. Nós queremos o diálogo e ver as condições que o Governo tem que dar, porque o Governo trabalha em cima de um orçamento aprovado por todos nós deputados. Depois de aprovado, o Governo tem que trabalhar por ali, porque as contas do Governo têm que fechar. Caso contrário, no final do ano, o Tribunal de Contas e a própria Assembleia não vão aprovar as contas porque foi dado mais do que estava programado dentro da previsão, porque o Orçamento nada mais é do que uma previsão orçamentária, que o Governo monta com os seus técnicos, as suas secretarias, de acordo com as suas necessidades, manda pra Alerj e nós fazemos a avaliação. O deputado faz a avaliação do que é pouco, o que é que bom, o que pode ser removido, o que pode ser remanejado de uma secretaria pra outra, maiores investimentos. Então, nós aprovamos isso. E dentro do orçamento está o aumento do funcionalismo. Então hoje, o Governo Sérgio Cabral só pode dar aumento dentro disso aí. O que é que ele fez? Está antecipando as cotas até janeiro. Ele está fazendo uma antecipação de pagamento. Isso aí ele pode fazer e vai ter que ser passado e aprovado pela Assembleia.JH – E com relação ao uso dos recursos do Fundo dos Bombeiros?Iranildo – A mesma coisa é feita com relação ao Funesbom. Vai ter que passar pela Assembleia. Agora, no momento que o governo começa a usar isso politicamente, ou seja, se o Governo pagar R$ 3 mil, eles vão querer R$ 4 mil; se pagar R$ 4 mil, eles vão querer R$ 5 mil. Por que? Oposição é isso. Nunca fica satisfeita com nada. Eles querem botar gasolina. Então, o governador está certíssimo dentro do que ele faz, senão ele vai confrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal.JH – Essa questão da anistia. A anistia depende do Congresso Nacional. E anular o processo o governador não pode. Pode?Iranildo – O governador não pode. No momento que passa da esfera administrativa para a parte criminal. Eles estão respondendo por um crime. É uma ação pública. Não é uma ação privada. Se fosse uma ofensa, uma calúnia, o autor do processo poderia retirar da Justiça. No momento que é uma ação pública, que é um crime, somente o Judiciário decide. O governador não tinha intenção nenhuma de manter os bombeiros detidos. O Governo não tinha esse interesse de manter os bombeiros detidos. Só a Justiça, através de um desembargador, que concedeu uma liminar. Num primeiro momento, uma magistrada da Justiça Militar não concedeu a liberdade, uma liminar. Quem concedeu foi um desembargador, depois de uma negociação que envolveu o governador Sérgio Cabral; o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, que pediu ao Judiciário para liberar os bombeiros. O Governo não queria que eles ficassem presos.JH – E o momento da detenção?Iranildo – Bem, foi corretíssima a decisão do governador mandar a Polícia Militar fazer o detenção dos bombeiros, porque eles estavam cometendo um crime militar. Veja que quem está julgando é a Justiça Militar. Então, o Governo não tem interferência nenhuma. É claro que o governador e o presidente do Poder Legislativo podem fazer um pedido para ser considerada determinada situação, porque a agente sabe que aqueles bombeiros não são delinqüentes. Não cometerem um crime doloso. Cometerem crime culposo, a insubordinação militar. Se eles não fossem militares, os bombeiros fossem desmilitarizados, aí seria diferente. Eles iriam responder pela Justiça comum.JH – O Jornal de Hoje faz 40 anos em outubro. Qual o seu papel no desenvolvimento sócio-econômico, cultural e político da Baixada Fluminense?Iranildo – Eu tenho uma admiração muito grande pelo Jornal de Hoje. Não estou fazendo média, é uma coisa de coração, de sentimento e de reconhecimento. A coisa mais importante que tem na vida do ser humano é o reconhecimento. Então, eu só tenho a elogiar o JH através do seu eterno presidente, que é o meu grande amigo Valcir de Almeida, pois tenho um carinho muito grande por ele, que conheço há mais de 30 anos e vejo quanto ele trabalho para manter este jornal, as dificuldades que ele passou, talvez ainda passe por ser um jornal mais fora da Capital, por ser uma família de luta. Hoje, quando o jornal completa 40 anos, é uma grande vitória, a vitória da família do Valcir, do Valceir, do Ivan, enfim, e de vocês funcionários, desde o motorista até o mais alto posto dentro do jornal. O carinho que vocês têm, a lealdade, a veracidade, porque têm jornais que faz um pouco de política, que começa a jogar coisa que não existem. Eu não tenho conhecimento de nenhuma ação de qualquer pessoa da sociedade movida contra o Jornal de Hoje por falsidade, por mentira, por calúnia. O Jornal de Hoje é um jornal de credibilidade.