quarta-feira, 6 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Caso Juan: pais de Wanderson decidem ingressar no programa de proteção à testemunha e deixam o Rio
"Tua imensa torcida é bem feliz", diz o hino do Vasco, repetido várias vezes no último dia 8, quando o time foi campeão da Copa do Brasil 2011. Quem não deixou de cantar o trecho e beijar a camisa vascaína naquela quarta-feira, foi o estudante e repositor de mercadorias Wanderson de Assis, de 19 anos, apaixonado por futebol. Há quase um mês, a vida do jovem extrovertido e falante era bem diferente do que será a partir de agora.
O pai de Wanderson, José Antônio de Assis, que trabalha limpando piscinas, decidiu neste fim de semana, depois de muito relutar que, junto à sua mulher, Rita da Silva, aceitará a proteção oferecida pela Justiça.
— Meu outro filho, Francisco, ainda não resolveu se vai conosco, mas eu e a mãe do Wanderson vamos acompanhá-lo. É um momento difícil e de muita confusão em nossas vidas... Não sei o que virá pela frente — desabafou bastante emocionado.
O patrão de Wanderson, Jammil Suad Seoud, lamenta que no dia da tragédia o rapaz estivesse trabalhando até tarde para substituir um colega. Seu único motivo de ir à Danon naquela noite, era o encontro com uma garota.
— O Wanderson era paquerador. Tinha uma namoradinha aqui, outra ali. Um menino engraçado, querido por todos — resume Jammil, dono da loja de doces FJA Imperial: — Ele sempre foi disposto, interessado e responsável. Entrou aqui através de um teste, após deixar o currículo. Já disse ao pai dele que estava à disposição da família. Vou conversar com advogados para definir qual deve ser a minha conduta como empregador.
Atingido três vezes em um tiroteio durante ação do 20º BPM (Mesquita), na comunidade de Danon, dia 20, ele foi acusado de envolvimento com o tráfico na região.Ainda internado no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, o jovem permaneceu algemado e sob custódia policial por oito dias, até receber liberdade provisória, concedida pela 4 Vara Criminal de Nova Iguaçu. O relaxamento de prisão só foi possível graças à intervenção da Defensoria Pública do Estado, com provas de que o rapaz era mais um trabalhador, vítima da violência no Rio.
A vida recomeça com medo
De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), a família de Juan deve deixar Nova Iguaçu até a próxima sexta-feira:
— Os parentes de Juan já estão incomunicáveis. O mesmo deve acontecer até o final da semana com Wanderson e seus pais. Será uma mudança complicada. Os médicos afirmaram que Wanderson precisará fazer muitas sessões de fisioterapia para voltar a andar normalmente.
Tatiana, irmã de Wanderson, que mora com os outros parentes na casa de dois andares, onde ela dá aulas de informática, resistiu à possibilidade de abandonar, ainda que temporariamente, parte de sua vida:
— Vou ficar aqui e apoiar a decisão do meu pai.
Ontem, toda a família do estudante, a maioria evangélica, reuniu-se na casa dele. Encostado no Chevette amarelo que Wanderson também usava, um de seus primos, que preferiu não divulgar o nome, resumiu o sentimento de dor e revolta dos familiares:
— Ele não é bandido, sabemos disso. Agora, nós só queremos paz.
Protesto pelo menino
A ONG Rio de Paz realizou este fim de semana um protesto contra a atuação dos órgãos de segurança no caso do desaparecimento do menino Juan de Moraes, de 11 anos, em Nova Iguaçu. Faixas com a foto do menino e a pergunta "Onde está Juan?" foram colocadas em vários pontos do Rio.
Ontem, a manifestação ocorreu na Barra da Tijuca, na Lagoa e na Praia de Icaraí, em Niterói. No sábado, o Cristo Redentor foi um dos locais escolhidos para estender a faixa.
De acordo com o presidente do movimento Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, a manifestação é para cobrar providências das autoridades:
— O que nos motivou foi a insistência do EXTRA em questionar o paradeiro do menino Juan. Nós sempre lutamos pela investigação de desaparecimentos e esse caso é emblemático. Queremos que o governo do estado esclareça quantas pessoas desaparecidas foram assassinadas. Todo o Rio quer saber essa resposta.
Hoje, a manifestação chegará às favelas de Manguinhos e Jacarezinho e, na quarta-feira, será realizada no estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro.
Perito: sem indícios de tiros contra PMs
O diretor de Polícia Técnica e Científica da Polícia Civil, Sérgio Henriques, informou ontem, em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, que não foram encontrados indícios de tiros na direção dos policiais do 20º BPM, na favela Danon. Ainda assim, ele disse que não está confirmado que não houve tiroteio entre PMs e traficantes no dia 20.
Diante das dúvidas que permanecem sobre o caso, o comandante do 20º BPM, Sérgio Mendes, garantiu que a procura pelo menino Juan não vai parar. Na manhã de ontem aconteceram novas buscas, das 9h às 13h, na mesma área visitada pelo comboio um dia antes, na Estrada da Palhada, Nova Iguaçu.
O Disque-Denúncia (2253-1177) informou ao EXTRA ter recebido, na manhã do sábado, duas ligações indicando que o corpo de Juan havia sido jogado no Rio Guandu.
— Ainda não recebi essa notícia, mas, se for o caso, acionaremos a equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Rio — concluiu o comandante à frente do caso.
Fonte: Jornal Extra.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Reconhecimento
O secretário de Segurança e Transportes, vereador Carlinhos Moutinho recebeu das mãos do Pr. Luiz Loveras uma Moção Voto de Louvor e Aplausos, em reconhecimento pelos serviços prestados a população.
domingo, 19 de junho de 2011
Iranildo: oposição faz exploração política da greve dos bombeiros
Ronaldo Ferraz e Pereirinha
O deputado estadual Iranildo Campos vê manipulação política na greve dos bombeiros, mas defende o direito deles reivindicarem melhores salários e condições de trabalho. Observa, no entanto, que o reajuste que o governador Sérgio Cabral vir a conceder deve estar dentro do orçamento, aprovado por todos os deputados, como a antecipação das cotas.Iranildo frisa, ainda, que o governador agiu com correção ao determinar a prisão dos bombeiros, porque eles cometeram um crime de insubordinação ao invadirem o Quartel Central. “Não foi um crime doloso, foi um crime culposo”. Os bombeiros, segundo Iranildo, foram soltos por decisão da Justiça, mas por interferência do governador e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo.“Os bombeiros não são delinqüentes”, daí não haver nenhum razão para eles ficarem presos, declarou Iranildo.O deputado, que está no seu terceiro mandato parlamentar, foi secretário de Governo, de obras e de saúde da Prefeitura de São João de Meriti, e revela que o Governo Dilma, com a participação do governador Sérgio Cabral, está liberando R$ 100 milhões do PAC para São João de Meriti, que vão beneficiar 12 bairros do município.Iranildo destaca a importância do JORNAL DE HOJE, que em outubro completa 40 anos de existência, para o desenvolvimento da Baixada Fluminense. JORNAL DE HOJE – Qual a avaliação que o Senhor faz do Governo do Estado em relação à Baixada fluminense?Iranildo Campos – Primeiro vou falar de São João de Meriti, que é minha cidade, pois a maioria dos meus votos é de São João de Meriti. Eu posso garantir, nesse momento, de todos os governos que já participei, tanto do Moreira Franco, como Brizola, Garotinho, Rosinha, o do Sérgio Cabral foi o que mais investiu, não apenas em São João de Meriti, mas em toda a Baixada Fluminense. Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Mesquita, Nilópolis, todos estão recebendo um investimento muito grande. Eu posso garantir uma coisa, em São João de Meriti, nesta semana foi lançada pelo governador uma frente de obras de quase R$ 100 milhões para infraestrutura. Esse dinheiro do PAC foi uma conquista da cidade, através do prefeito Sandro Matos, que conseguiu junto ao Governo Dilma, com a participação do governador Sérgio Cabral, é muito importante porque vai abranger 12 bairros com essas obras de saneamento, que inclui saneamento, água, asfaltamento, calçamento, enfim, é uma obra de infraestrutura muito importante para aquela região. JH – Deputado, e essa crise dos bombeiros?Iranildo – A minha leitura é que está havendo uma exploração política desse caso. Nós queremos o aumento dos bombeiros. Nós estamos no lado dos bombeiros, mas temos que respeitar também, primeiro a hierarquia militar. A insubordinação que houve ao invadir uma unidade militar, que foi o caso do motim que fizeram no Comando Geral, ali no Campo de Santana, uma unidade militar dos bombeiros; a segunda, em que as pessoas ao invés de procurarem um diálogo, procurarem acalmar, normalizar os atendimentos, normalizar as manifestações e estabelecer o diálogo, procuraram insuflar para pegar fogo, jogando gasolina. Meia dúzia de deputados, que são oposição, e que aproveitam esse momento para ficar insuflando, enganando os bombeiros, que eles estão ao lado, que eles querem melhores condições de trabalho, de salário, isto todos nós queremos. Agora só não precisam ficar fazendo isso.JH – E essa questão do manifesto? Houve uma grita danada.Iranildo – Pois é, passaram um manifesto por escrito e pediram aos deputados para assinar. Eles chegaram lá pro bombeiros e mostraram, dizendo “olha aqui, esses aqui são a favor e esses são contra. Colocam em blogs, falam pros bombeiros e eles começam a divulgar em vários municípios papelzinhos dizendo que, quem não assinou o manifesto, são contra os funcionários públicos. Nós não somos contra. Nós queremos o diálogo e ver as condições que o Governo tem que dar, porque o Governo trabalha em cima de um orçamento aprovado por todos nós deputados. Depois de aprovado, o Governo tem que trabalhar por ali, porque as contas do Governo têm que fechar. Caso contrário, no final do ano, o Tribunal de Contas e a própria Assembleia não vão aprovar as contas porque foi dado mais do que estava programado dentro da previsão, porque o Orçamento nada mais é do que uma previsão orçamentária, que o Governo monta com os seus técnicos, as suas secretarias, de acordo com as suas necessidades, manda pra Alerj e nós fazemos a avaliação. O deputado faz a avaliação do que é pouco, o que é que bom, o que pode ser removido, o que pode ser remanejado de uma secretaria pra outra, maiores investimentos. Então, nós aprovamos isso. E dentro do orçamento está o aumento do funcionalismo. Então hoje, o Governo Sérgio Cabral só pode dar aumento dentro disso aí. O que é que ele fez? Está antecipando as cotas até janeiro. Ele está fazendo uma antecipação de pagamento. Isso aí ele pode fazer e vai ter que ser passado e aprovado pela Assembleia.JH – E com relação ao uso dos recursos do Fundo dos Bombeiros?Iranildo – A mesma coisa é feita com relação ao Funesbom. Vai ter que passar pela Assembleia. Agora, no momento que o governo começa a usar isso politicamente, ou seja, se o Governo pagar R$ 3 mil, eles vão querer R$ 4 mil; se pagar R$ 4 mil, eles vão querer R$ 5 mil. Por que? Oposição é isso. Nunca fica satisfeita com nada. Eles querem botar gasolina. Então, o governador está certíssimo dentro do que ele faz, senão ele vai confrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal.JH – Essa questão da anistia. A anistia depende do Congresso Nacional. E anular o processo o governador não pode. Pode?Iranildo – O governador não pode. No momento que passa da esfera administrativa para a parte criminal. Eles estão respondendo por um crime. É uma ação pública. Não é uma ação privada. Se fosse uma ofensa, uma calúnia, o autor do processo poderia retirar da Justiça. No momento que é uma ação pública, que é um crime, somente o Judiciário decide. O governador não tinha intenção nenhuma de manter os bombeiros detidos. O Governo não tinha esse interesse de manter os bombeiros detidos. Só a Justiça, através de um desembargador, que concedeu uma liminar. Num primeiro momento, uma magistrada da Justiça Militar não concedeu a liberdade, uma liminar. Quem concedeu foi um desembargador, depois de uma negociação que envolveu o governador Sérgio Cabral; o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, que pediu ao Judiciário para liberar os bombeiros. O Governo não queria que eles ficassem presos.JH – E o momento da detenção?Iranildo – Bem, foi corretíssima a decisão do governador mandar a Polícia Militar fazer o detenção dos bombeiros, porque eles estavam cometendo um crime militar. Veja que quem está julgando é a Justiça Militar. Então, o Governo não tem interferência nenhuma. É claro que o governador e o presidente do Poder Legislativo podem fazer um pedido para ser considerada determinada situação, porque a agente sabe que aqueles bombeiros não são delinqüentes. Não cometerem um crime doloso. Cometerem crime culposo, a insubordinação militar. Se eles não fossem militares, os bombeiros fossem desmilitarizados, aí seria diferente. Eles iriam responder pela Justiça comum.JH – O Jornal de Hoje faz 40 anos em outubro. Qual o seu papel no desenvolvimento sócio-econômico, cultural e político da Baixada Fluminense?Iranildo – Eu tenho uma admiração muito grande pelo Jornal de Hoje. Não estou fazendo média, é uma coisa de coração, de sentimento e de reconhecimento. A coisa mais importante que tem na vida do ser humano é o reconhecimento. Então, eu só tenho a elogiar o JH através do seu eterno presidente, que é o meu grande amigo Valcir de Almeida, pois tenho um carinho muito grande por ele, que conheço há mais de 30 anos e vejo quanto ele trabalho para manter este jornal, as dificuldades que ele passou, talvez ainda passe por ser um jornal mais fora da Capital, por ser uma família de luta. Hoje, quando o jornal completa 40 anos, é uma grande vitória, a vitória da família do Valcir, do Valceir, do Ivan, enfim, e de vocês funcionários, desde o motorista até o mais alto posto dentro do jornal. O carinho que vocês têm, a lealdade, a veracidade, porque têm jornais que faz um pouco de política, que começa a jogar coisa que não existem. Eu não tenho conhecimento de nenhuma ação de qualquer pessoa da sociedade movida contra o Jornal de Hoje por falsidade, por mentira, por calúnia. O Jornal de Hoje é um jornal de credibilidade.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Manifestação em Meriti Os profissionais de educação da rede Estadual também continuam em greve há quase duas semanas. Em São João de Meriti, cerca de 40 profissionais fizeram uma manifestação pelas ruas do município. O protesto foi organizado pelo Sepe Meriti. Segundo o diretor, Luiz Carlos de Abreu, o objetivo foi esclarecer a população o motivo da greve da categoria que teve início no último dia 7 de junho. “A situação da educação é péssima, os funcionários administrativos recebem um salário de R$ 433 e um professor iniciante R$ 767. Além disto o governo até hoje não cumpriu o plano de carreira dos funcionários administrativo e nem regularizou a situação dos animadores culturais”, argumenta o diretor. Frente a isto o Sindicato exige uma reposição de 26%, a incorporação do Nova Escola já, o fim do plano de Metas entre outras reivindicações. Hoje uma nova manifestação está marcada no centro do Rio, a partir das 10h, que sairá da Candelária até a secretária Estadual de Planejamento do Estado, na Avenida Erasmo Braga, também no centro. |
São João de Meriti faz festa para padroeiro
A Prefeitura de São João de Meriti liberou ontem a Praça da Matriz com iluminação e passarela para o início da Festa de São João Batista, padroeiro do município. A igreja da Matriz realiza dez dias de comemorações de 16 a 26 de junho, das 18h às 02h da manhã, com apresentações de quadrilhas juninas, grupos de forrós e shows musicais. Um grande arraial será montado com barraquinhas de comidas típicas e prendas. O ponto alto das comemorações será no dia 24 de junho às 17h, feriado municipal, com a procissão pelas ruas da cidade. A Igreja da Matriz foi construída, em 1873, na principal praça do município.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Covardia.
Quatro crianças têm o corpo queimado em incidente em São João de Meriti
Rio - Quatro crianças ficaram gravemente queimadas depois que um incêndio atingiu a casa onde dormiam, na noite de quinta-feira, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. Os irmãos, de 5, 6, 8 e 10 anos, estavam trancados sozinhos num barraco de quatro metros quadrados, quando o fogo atingiu o colchão.
A mãe, Marina Nascimento Batista, de 30 anos, está presa por abandono de incapaz. Após deixar os filhos, ela foi à casa de uma vizinha. As crianças foram salvas pelo vizinho Thiago Chaves Gervásio, 24 anos, que arrombou a porta. Padrasto das crianças, Alessandro Vieira de Souza, que mora em frente, não prestou auxílio e foi indiciado por omissão de socorro.
Após retirados do barraco, os irmãos foram levados por vizinhos para hospitais. Renata Santos Rodrigues, de 30 anos, confirmou que Marina esteve em sua casa no horário do incêndio. “Ela costumava deixar as crianças sozinhas. Foi lá em casa e pediu janta. Dei comida a ela e perguntei se as crianças tinham jantado. Ela disse que eles estavam dormindo e que estavam trancados. Ainda balançou as chaves com a mão. Se alguém tem culpa nessa história é a mãe”, contou Renata.
A mãe contestou: “Foi a primeira vez que isso aconteceu. Nunca deixei eles trancados. Estava sem gás há 15 dias e não tinha vela em casa. Não sei como o barraco pegou fogo”.
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