domingo, 8 de abril de 2012

Patrimônios milionários dos prefeitos da Baixada.




Os vizinhos do prefeito Carlos Busatto Junior (PMDB), o Charlinho de Itaguaí, não têm dúvidas: a rua limpa duas vezes ao dia pela Locanty, que não alaga e ganhou, no segundo semestre do ano passado, uma calçada de duas cores é o melhor endereço da cidade. Fica no Centro, pertinho da prefeitura, do Ministério Público, do Hospital São Francisco e, claro, dos melhores restaurantes e lojas da chamada "Cidade do Porto".
— É o melhor lugar para morar em Itaguaí. Deve ser porque o prefeito também vive aqui, né? — acredita uma moradora, que vive no bairro desde 1985 e, por via das dúvidas, prefere se manter no anonimato.
Na cidade onde um terço dos 109 mil moradores não conta com saneamento, os moradores do bairro do prefeito não têm muito do que reclamar: lá há um posto de saúde e o segundo maior colégio da cidade, o Senador Teotônio Vilella, que atende mais de mil alunos e ainda funciona como polo universitário do Centro de Ciência e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj).
A realidade em Itaguaí não difere muito das outras 12 cidades da Baixada percorridas pelo EXTRA. Como o jornal mostrou na série de reportagens publicada desde a última terça-feira, os vizinhos do poder têm motivos de sobra para se considerarem privilegiados: contam com ruas pavimentadas, limpas e, no caso de Caxias, por exemplo, até com quadra de grama sintética, inaugurada em 2004 pelo prefeito José Camilo Zito dos Santos (PP).
A exemplo do colega de Caxias, o prefeito Charlinho, de 51 anos, também tem vizinhos desafortunados. A 2,5 quilômetros de seu casarão de três andares, no bairro Ibirapitanga 2, o operador de máquinas Leonardo André dos Anjos, de 28 anos, costuma abrir com as próprias mãos valas para o escoamento da água. Calçadão? Não existe. A sua rua ainda é de terra.

Em Queimados, vias também pavimentadas
O prefeito de Queimados, Max Rodrigues Lemos (PMDB), de 46 anos, é o único dos 13 chefes do Executivo da Baixada a admitir que reside na Barra.
— Moro no Rio com a minha mulher e meus filhos por questões de segurança. Mas a distância não atrapalha o meu trabalho — frisa o prefeito, que declarou ser dono de patrimônio de R$ 250.339,50.
Quando não volta à Barra, Max fica na casa da mãe, no Centro de Queimados — um dos bairros que recebeu parte do asfalto colocado em mais de 200 ruas em três anos.
— Apesar de não morar aqui, o prefeito conhece a situação da gente, porque tem família no bairro — afirma Marilsa da Silva, de 27 anos, que teve a rua pavimentada em 2011.
A faxineira Clemilda Gonçalves, de 48 anos, não teve a mesma sorte. Na Vila Cristina Maria, a pouco mais de quatro quilômetros da casa da mãe de Max, onde mora, as ruas são de terra e não há saneamento. Max Lemos prometeu levar obras ao bairro ainda este ano.



Uma prática comum não apenas nos municípios da Baixada Fluminense
Para pesquisadores cariocas, a "política de boa vizinhança" adotada pelos prefeitos da Baixada Fluminense é uma prática comum nas cidades brasileiras. O antropólogo Roberto da Matta, professor da PUC-RJ, lembra também que ela é antiga.
— O primeiro exemplo desta prática veio com os portugueses, que dominaram o Brasil apenas para enriquecerem. No caso dos prefeitos, eles até podem favorecer o seu bairro. Mas é aquela tal coisa: "a melhor parte sempre será a sua" — assinala.


De acordo com o sociólogo José Cláudio Souza Alves, pró-reitor de extensão da UFRJ e especialista em Baixada Fluminense, o "beneficiamento político" é uma característica da região que concentra cerca de um quarto do eleitorado do Rio.
— O prefeito melhorar o próprio bairro é apenas mais um desdobramento do famoso "quem faz parte do grupo daquele político, vai receber os benefícios. Quem não faz, não recebe" — diz. E completa: — Já vi histórias de, numa mesma rua, o asfalto só ir até onde há pessoas apoiando o prefeito. Os outros começam a ver que quem está do lado dele é beneficiado e acabam indo para o mesmo lado.
José Cláudio afirma que a falta de recursos nas áreas de saúde, educação e saneamento básico na região acaba criando uma situação favorável aos políticos e a práticas clientelistas.
— Eles lidam com um eleitorado tão carente que, qualquer coisa que façam, causam um impacto enorme — lembra.
E Roberto da Matta adverte:
— Se você tem facilidades, a ambição pelo dinheiro vai acabar falando mais alto. E como há impunidade no Brasil...

Fonte: Jornal Extra.

sábado, 7 de abril de 2012

Enquanto você reclama da sua vida, tem gente lutando por uma. Reflita.



Em respostas às críticas feitas na edição desta sexta-feira do jornal carioca  EXTRA, a Prefeitura de Nova Iguaçu afirma que fez proposta de revisão salarial para os profissionais, que têm pedido desligamento do Hospital da Posse.
Segue a nota na íntegra:
“O diálogo com os profissionais da UTI neonatal foi aberto e nele consta uma proposta de revisão salarial, utilizando parte do recurso da Rede Cegonha. Mas, entende-se que a evasão destes profissionais não se deve exclusivamente ao piso salarial e sim pela falta de condições de trabalho gerada pela elevação progressiva no número de atendimentos de regiões adjacentes. Neste sentido, a utilização do recurso da Rede Cegonha é apenas uma medida emergencial para a situação. É necessário esclarecer que, conforme preconizado em portaria do Ministério da Saúde, esta verba possui outras finalidades, como a implantação de Centros de Parto de Baixo Risco, melhora da oferta de exames e da qualificação profissional. Desta forma, reafirma-se a necessidade de discussão sobre outras formas de financiamento do Hospital Geral de Nova Iguaçu.




VIZINHA QUE TEVE A SUA RUA ASFALTADA EM MESQUITA RECONHECE QUE É PRIVILEGIADA POR RESIDIR PERTO DO PREFEITO.





Os sacos colocados nos pés para se proteger da lama foram aposentados por Helena Ramos,de 61 anos,uma das moradoras da Vila Emil,em Mesquita.Desde que o vizinho Artur Messias (PT),de 50 anos,assumiu o cargo de prefeito,em 2005,o tormento,da secretária acabou.

No local desde os 4 anos, o prefeito afirma gostar da tranquilidade da região e diz não ter a intenção de comprar casa na praia, a exemplo da prefeita de Nova Iguaçu, Sheila Gama (PDT), e do prefeito de Nilópolis, Sérgio Sessim (PP), que mantêm apartamentos na Barra. E, tampouco, se mudar para o bairro dos "emergentes", como o prefeito de Queimados, Max Lemos.

E Artur Messias avisa: ao contrário do colega Tarciso Gonçalves Pessoa, de Paracambi, não faz de sua casa uma extensão da prefeitura: “Sou do tipo que prefere ficar com a família nas horas de folga. Os vizinhos respeitam a minha decisão e não ficam batendo no meu portão”, diz o prefeito.



Fonte:jornal Extra

Tá chegando a hora.



Na última quarta-feira, um assessor do deputado estadual Marcelo Simão contou ao Jornal  Nossa Baixada Fluminense , que o parlamentar estava em reunião com o governador Sérgio Cabral para decidir a sua candidatura a Prefeito de São João de Meriti, já que as pesquisas mostram seu nome como favorito. 
Basta saber  agora se Cabral bate o martelo em  apoio a  Simão ou fica com o atual prefeito  Sandro Matos em sua reeleição. 

Irmão de Zito denunciado por peculato e crime ambienta.

O ex-prefeito de Belford Roxo, Waldir Camilo dos Santos, e seu então secretário-geral, Jorge Amorelli, foram denunciados por crime ambiental e peculato. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o então governo deixou de construir o aterro sanitário quando era o prefeito da cidade. A responsabilidade do ato também alcançou Amorelli. Waldir é irmão do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PP), o Zitão, e Jorge Amorelli é o atual vice dele. Outros secretários também foram denunciados na mesma ação. Eles são Djalma Aguiar (obras) e Marco Antônio (sub-secretário). Todos poderão responder em liberdade. 

Cadê a fiscalização? 

A Fiscalização de Inspeção Sanitária do Estado deveria fazer uma visita ao local. O novo secretário de Saúde de Nova Iguaçu, Henrique Melo, nunca visitou a UBS. Aliás, a unidade onde ele foi diretor, o Hospital da Posse, acaba de anunciar o fechamento da maternidade para novas gestantes, pois não há funcionários e profissionais médicos suficientes para atender as parturientes. Parece que o caos se estabeleceu mesmo na prefeitura de Nova Iguaçu. Uma vergonha. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012


VAI SER UMA FESTA AS ELEIÇÕES PARA PREFEITO DE BELFORD ROXO. TODOS ESTÃO DANÇANDO O CU DURO!





Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prenderam, na tarde desta terça-feira, Jeremias Rodrigues dos Santos, de 34 anos. Segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da especializada, ele estava em casa, na Rua Romeu Teodorico dos Santos, no bairro Parque Santana, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com uma carga de cigarro roubada horas antes.
Os agentes, agora, investigam se o suspeito está envolvido em outros roubos de carga.