A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo, nesta quarta-feira, projeto de lei que regulamenta a profissão de taxista. Independentemente de serem autônomos, empregados, auxiliares ou locatários, eles terão garantidos os benefícios previstos no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto segue agora à sanção presidencial. Entre as obrigatoriedades, deverão frequentar cursos de primeiros socorros, direção defensiva e mecânica básica.
Entre os direitos está também o piso salarial ajustado entre os sindicatos da categoria. A regulamentação aprovada pelo Congresso concede aos taxistas o direito de que a permissão para exercer a profissão seja transferida ao cônjuge, herdeiros necessários, à companheira ou ao companheiro. Esses passarão, assim, a ter os mesmos direitos e deveres do titular, tendo garantidos os direitos previdenciários e de aposentadoria.
O projeto de lei concede ao titular da autorização de taxista transferi-la a outro profissional do ramo. Porém, está proibido fazer desse benefício objeto de penhora ou leilão. Pelo texto, caberá ao município, por meio de seu órgão fiscalizador, apreender veículos que transportem passageiros sem a devida autorização legal.